A Sociedade
A sociedade corrupta
A sociedade machista
A sociedade escrava...
Escrava da perfeição...
Escrava do padrão
A sociedade hipócrita
A sociedade preconceituosa
Que não aceita pessoas diferentes,
Só criticam por serem livres...
Livres em sonhos e escolhas...
Livres para descobrir o mundo.
A sociedade egoísta
Onde só os que mentem,
Ou quem tem poder...
É realmente quem importa.
De uma forma modernizada,
Voltamos aos tempos antigos,
Onde ainda tinha escravidão...
E preconceito.
Onde o dinheiro fala mais alto.
Onde a generosidade não tem vez.
Essa é a sociedade onde vivemos.
Porém, é o que queremos?
Para os filhos e netos,
Onde o ar não vai mais ser límpido,
Onde a tecnologia dominará tudo e todos...
Onde tudo pode mudar...
Para pior.
Porém, somente uma coisa não vai mudar...A sociedade.
Você é tudo que tenho de mais importante na minha vida. Foi com você que aprendi a dar valor até mesmo para os pequenos momentos, pois são esses que fazem uma enorme diferença em nossas vidas. Foi com você que aprendi a amar e compreender acima de qualquer dificuldade que a vida pode colocar em nosso caminho. E, o mais importante, aprendi com você que, quando permanecemos unidos, sinceramente, nada nesse mundo pode atrapalhar nosso amor.
A sociedade corrupta
A sociedade machista
A sociedade escrava...
Escrava da perfeição...
Escrava do padrão
A sociedade hipócrita
A sociedade preconceituosa
Que não aceita pessoas diferentes,
Só criticam por serem livres...
Livres em sonhos e escolhas...
Livres para descobrir o mundo.
A sociedade egoísta
Onde só os que mentem,
Ou quem tem poder...
É realmente quem importa.
De uma forma modernizada,
Voltamos aos tempos antigos,
Onde ainda tinha escravidão...
E preconceito.
Onde o dinheiro fala mais alto.
Onde a generosidade não tem vez.
Essa é a sociedade onde vivemos.
Porém, é o que queremos?
Para os filhos e netos,
Onde o ar não vai mais ser límpido,
Onde a tecnologia dominará tudo e todos...
Onde tudo pode mudar...
Para pior.
Porém, somente uma coisa não vai mudar...A sociedade.
Você é tudo que tenho de mais importante na minha vida. Foi com você que aprendi a dar valor até mesmo para os pequenos momentos, pois são esses que fazem uma enorme diferença em nossas vidas. Foi com você que aprendi a amar e compreender acima de qualquer dificuldade que a vida pode colocar em nosso caminho. E, o mais importante, aprendi com você que, quando permanecemos unidos, sinceramente, nada nesse mundo pode atrapalhar nosso amor.
Nosso amor é misterioso e avassalador. Desde o primeiro momento juntos, sabia que te
conhecia de algum lugar, de um passeio ou na rua talvez, mas não era só isso,
nós dois sempre sentimos uma atração pelo outro alem do normal, uma proteção e
amor imensurável. Somos muitos apegados um ao outro. É como se conseguíssemos,
alguma forma, juntar todo o nosso amor que sentimos em vidas passadas e,
consequentemente, se tornando no nosso imenso amor de agora. É a única
explicação para esse amor lindo que, às vezes, nem cabe no peito. Não sei
descrever essa calorosa paixão que cresce a cada dia que passa dentro de mim.
A cada dia que passa, mais meus pensamentos e meus atos estão
sendo tomados por você, por que, honestamente, tudo o que faço, penso e falo
tem um pouco de você, em absolutamente tudo. A nossa convivência é em perfeita
harmonia, tudo procuramos a opinião do outro. Damos satisfações ao outro
sempre. Isso incomoda muito quando é com outras pessoas, mas com você é
diferente. Sempre acaba sendo diferente. Até na nossa intimidade, a preocupação
paira sob nossas cabeças, pois sempre queremos o bem estar do outro. Nossa
vida, nosso futuro é tudo tão perfeito que as vezes chego a pensar que estou
sonhando, que se eu acordar, tudo acabará, essa magia se perderá, mas hoje
tenho certeza que isso não vai acontecer, a magia sempre estará muito presente
em nossa vida. Nada pode acabar com essa orbita de amor e paixão que tem a
nossa volta. Nossos corações e nossas almas são entrelaçadas tão apertadas e
juntas que se fortalecem a cada dia mais para que nos faça separar um do outro.
Minha vida vira cinzas se você não estiver comigo, mas sei que isso nunca vai
acontecer. Sempre estaremos juntos, apesar de qualquer circunstancia que
tivermos passando. “Na saúde ou na doença. Na riqueza ou na pobreza. Até que a
morte nos separe”. Mas sabe o que eu acho? Que nem a morte é capaz de nos
separar. Jamais. Tudo em você é mais que especial. Você foi a melhor coisa que
aconteceu na vida e só depois que te conheci é que realmente comecei a viver.
Casei-me com você, pois queria um homem guerreiro, batalhador, cheio de atitude
e ao mesmo tempo carinhoso, maduro. Um alguém para quem eu possa recorrer
quando parece que tudo vai desmoronar. Você é um exemplo de homem para qualquer
um. Tudo isso encontrei em você por isso me apaixonei, apaixono e esse é o
motivo pelo qual to casada com você. Não consigo enxergar seus defeitos, pois
só o que enxergo são qualidades o que torna cada vez mais perfeito.
Ele: Boa noite, pequena.
Ela: Boa noite.
Silêncio.
Ele: Já dormiu?
Ela: To quase. Porquê?
Ele: Nada.
Silêncio de novo.
Ele: Pequena?
Ela: Fala.
Ele: Você sabia que você foi a melhor coisa que já me aconteceu?
Ela: Ah, obrigada.
Silêncio de novo.
Ele: Ainda tá acordada?
Ela: TÔ, CARAMBA. FALA LOGO.
Ele: Nada não, esqueci.
Ela: POXA, ALÉM DE NÃO DEIXAR A GENTE DORMIR, AINDA É POR BESTEIRA. BOA NOITE.
Ela dorme e ele começa a rabiscar algumas palavras em um pedaço de papel enquanto uma lágrima escorre de seu rosto.
Ela acorda, vê o lado da cama vazio e um bilhete, parcialmente molhado.
Bom dia, meu anjo. Dormiu bem? Espero que sim. Peço desculpas por ontem à noite, mas eu precisava ouvir sua voz antes de dormir. E hoje saí logo cedo, pra uma última caminhada no parque. Lembra que eu disse que fui ao médico há 6 anos, antes de nos conhecermos e ele diagnosticou câncer de laringe? Então, era verdade. Mas o que não te disse é que ele disse que eu tinha 6 anos de vida apenas. E lembra semana passada quando eu fui ao médico, tossindo muito? Ele disse que eu não passaria por essa noite. E lembra que você acordou várias vezes a semana toda comigo tossindo e cospindo sangue? Pois é.
Era meu corpo avisando que eu tava no fim. Mas não queria te assustar. Antes de eu partir, espalhei pela casa algumas surpresas. Quero que tire o dia para encontrá-las. Te amo, meu amor. Para sempre".
Com lágrimas nos olhos, ela desce a escada, que estava coberta de margaridas, sua flor favorita.
Chegando à sala, um filhote de cachorro com um lacinho no pescoço dormia no sofá. Havia um bilhete:
Sempre quisemos um filho, se lembra? Aqui está.". Ela fez carinho nele e foi à cozinha, chorando.
Uma mesa de café da manhã montada: pães, patês, geléias, sucos, frutas, café...
E uma foto dele na outra ponta da mesa, onde costumava se sentar. Um bilhete: "Tome um café comigo.".
Depois de uma farta refeição, ela caminhou para o jardim.
No banco onde costumavam se sentar e ver o pôr do sol, uma caixinha.E dentro dizia...
♥ SEMPRE SEU ♥
Sombra - Conto de Allan Poe
Vós que me ledes por certo estais ainda entre os vivos; mas
eu que escrevo terei partido há muito para a região das sombras. Por que de
fato estranhas coisas acontecerão, e coisas secretas serão conhecidas, e muitos
séculos passarão antes que estas memórias caiam sob vistas humanas. E, ao serem
lidas, alguém haverá que nelas não acredite, alguém que delas duvide e,
contudo, uns poucos encontrarão muito motivo de reflexão nos caracteres aqui
gravados com estiletes de ferro. O ano tinha sido um ano de terror e de
sentimentos mais intensos que o terror, para os quais não existe nome na Terra.
Pois muitos prodígios e sinais haviam se produzido, e por toda a parte, sobre a
terra e sobre o mar, as negras asas da Peste se estendiam. Para aqueles,
todavia, conhecedores dos astros, não era desconhecido que os céus apresentavam
um aspecto de desgraça, e para mim, o grego Oinos, entre outros, era evidente
que então sobreviera a alteração daquele ano 794, em que, à entrada do
Carneiro, o planeta Júpiter entra em conjunção com o anel vermelho do terrível
Saturno. O espírito característico do firmamento, se muito não me engano,
manifestava-se não somente no orbe físico da Terra, mas nas almas, imaginações
e meditações da Humanidade. Éramos sete, certa noite, em torno de algumas
garrafas de rubro vinho de Quios, entre as paredes do nobre salão, na sombria
cidade de Ptolemais. Para a sala em que nos achávamos a única entrada que havia
era uma alta porta de feitio raro e trabalhada pelo artista Corinos, aferrolhada
por dentro. Negras cortinas, adequadas ao sombrio aposento, privavam-nos da
visão da lua, das lúgubres estrelas e das ruas despovoadas; mas o ressentimento
e a lembrança do flagelo não podiam ser assim excluídos.
Havia em torno de nós e dentro de nós coisas das quais não me é
possível dar conta, coisas materiais e espirituais: atmosfera pesada, sensação
de sufocamento, ansiedade; e, sobretudo, aquele terrível estado de existência
que as pessoas nervosas experimentam quando os sentidos estão vivos e despertos,
e as faculdades do pensamento jazem adormecidas. Um peso mortal nos
acabrunhava. Oprimia nossos ombros, os móveis da sala, os copos em que
bebíamos. E todas se sentiam opressas e prostradas, todas as coisas exceto as
chamas das sete lâmpadas de ferro que iluminavam nossa orgia. Elevando-se em
filetes finos de luz, assim que permaneciam, ardendo, pálidas e imotas. E no
espelho que seu fulgor formava sobre a redonda mesa de ébano a que estávamos
sentados, cada um de nós, ali reunidos, contemplava o palor de seu próprio
rosto e o brilho inquieto nos olhos abatidos de seus companheiros. Não
obstante, ríamos e estávamos alegres, a nosso modo – que era histérico – , e
cantávamos as canções de Anacreonte – que são doidas -, e bebíamos
intensamente, embora o vinho purpurino nos lembrasse a cor do sangue. Pois ali
havia ainda outra pessoa em nossa sala, o jovem Zoilo. Morto, estendido a fio
comprido, amortalhado, era como o gênio e o demônio da cena. Mas ah! Não tomava
ele parte em nossa alegria! Seu rosto, convulsionado pela doença, e seus olhos,
em que a Morte havia apenas extinguido metade do fogo da peste, pareciam
interessar-se pela nossa alegria,, na medida em que, talvez, possam os mortos
interessar-se pela alegria dos que têm de morrer. Mas embora eu, Oinos,
sentisse os olhos do morto cravados sobre mim, ainda assim obrigava-me a não
perceber a amargura de sua expressão. E mergulhando fundamente a vista nas
profundezas do espelho de ébano, cantava em voz alta e sonorosa as canções do
filho de Teios. Mas, Pouco a pouco, minhas canções cessaram e seus ecos,
ressoando ao longe, entre os reposteiros negros do aposento, tornavam-se fracos
e indistintos, esvanecendo-se. E eis que dentre aqueles negros reposteiros,
onde ia morrer o rumor das canções, se destacou uma sombra negra e imprecisa,
uma sombra tal como a da lua quando baixa no céu, e se assemelha ao vulto dum
homem: mas não era a sombra de um homem, nem a de um deus, nem a de qualquer
outro ente conhecido. E, tremendo um instante entre os reposteiros do aposento,
mostrou-se afinal plenamente sobre a superfície da porta de ébano. Mas a sombra
era vaga, informe, imprecisa, e não era sombra nem de homem, nem de deus, de
deus da
Grécia, de deus da Caldéia, de deus egípcio. E a sombra
permanecia sobre a porta de bronze, por baixo da cornija arqueada, e não se
movia, nem dizia palavra alguma, mas ali ficava parada e imutável. Os pés do
jovem Zoilo, amortalhado, encontravam-se, se bem me lembro, na porta sobre a
qual a sombra repousava. Nós, porém, os sete ali reunidos, tendo avistado a
sombra no momento em que se destacava dentre os reposteiros, não ousávamos
olhá-la fixamente, mas baixávamos os olhos e fixávamos sem desvio as
profundezas do espelho de ébano. E afinal, eu, Oinos, pronunciando algumas
palavras em voz baixa, indaguei da sombra seu nome e lugar de nascimento. E a
sombra respondeu: “Eu sou a SOMBRA e minha morada está perto das catacumbas de
Ptolemais, junto daquelas sombrias planícies infernais que orlam o sujo canal
de Caronte”. E então, todos sete, erguemo-nos, cheios de horror, de nossos
assentos, trêmulos, enregelados, espavoridos, porque o tom da voz da sombra não
era de um só ser, mas de uma multidão de seres e, variando suas inflexões, de
sílaba para sílaba, vibrava aos nossos ouvidos confusamente, como se fossem as
entonações familiares e bem relembradas dos muitos milhares de amigos que a
morte ceifara.
Homenagem pessoal de uma pessoa que está com você
Bem,aqui estou eu para falar um pouco da pessoa que você é...
Ainda me sinto surpreso por ver a sua volta tantas realizações concluídas e ainda mais por saber que pude fazer algo para ajuda-la desde o inicio. Eu confesso que estou realmente orgulhoso de você,por ter chego até aqui e por hoje ter tantos frutos,que no passado,batalhamos para cultivar.
A razão da minha vinda até aqui é simplesmente para te dizer que....estou mais do que maravilhado por tantas conquistas,"profissionalmente" como seu blog,mas pessoais também,como nosso namoro. Sinto mais do que felicidades,e agradeço ao Senhor todos os dias por ELE ter me enviado um anjo em minha vida como você,que sempre esteve ao meu lado,nos bons e maus momentos. Meu amor,só tenho a agradecer a você,e também me desculpar com seus leitores por estar roubando um pouco do espaço daqui.
Apenas quero que todos possam ver esse enorme amor e orgulho de ter você em minha vida. Te amo meu amor e esse post aqui foi feito especialmente e exclusivamente para você !!! Parabéns por ter chegado até aqui e por ser essa mulher batalhadora.
Com Amor,
Leandro !!
Organiza o Natal
Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.
Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.
Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.
A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.
A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.
Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.
O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.
Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.
A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.
O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.
E será Natal para sempre.
Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade.
Mudanças
As pessoas mudam muito com o passar do tempo, por mais que queremos que seja diferente e que essa mudança nunca aconteça, é inevitável Se essa pessoa não está na continuação de sua jornada, chamada VIDA, não tem como acontecer o milagre que ela fique.
Quando nascemos já temos nossa vida pronta nas mãos de Deus, mas não sabemos disso. Nós não podemos ver na nossa frente como que será a nossa vida, tudo é surpresa, porém algumas agradam a nós e outras não.
Podem ocorrer muitas e muitas mudanças de acordo com a nossa vida. Elas sempre serão necessarias para nosso crescimento e amadurecimento, tanto para você mesmo quanto para com as pessoas que estão a sua volta. Mudanças de lugares e conhecimentos, todos são para o nosso bem, seja cultural, emocional, espiritual ou físico simplesmente.
Nem tudo acontece como queremos, crescemos com um grupo de amigos, amadurecemos com outros, trabalhamos com outros e, por fim, morremos amigo de todos. Por mais queridas e amadas que sejam essas pessoas, é doloroso separar-se delas com certeza, mas isso é fundamental para todo ser humano. Não permanecer na mesmice sempre é bom para você mesmo. Sempre é bom mudar.
Pense nisso antes de teimar em permanecer como está só porque é comodo para você continuar dessa forma.
Desafios do cotidiano sempre nos faz crescer. Passar de fase na vida. Todo esse processo é totalmente fundamental para ampliar nossa visão do mundo, nossos conhecimentos prévios e culturais, maneiras novas de se divertir, entre varias outras coisas, enfim, mude!
Por que será?
Os ventos uivantes de uma madrugada fria não me deixaram dormir com tanta facilidade. Rolava na cama, procurando a posição ideal para voltar ao meu querido sono, que não o aproveito já fazia a um bom tempo. Parecia que sofria de insônia, mas isso só aconteceu de uns tempos para cá. Não sei bem o motivo.
Ligava a desligava a televisão, pois não tinha nada para me fazer dormir. Fui então na cozinha, acendendo as luzes dos cômodos atrás de mim, a fim de enxergar a geladeira para, assim, poder procurar um suco de maracujá que, porém, tinha acabado. Só aquilo podia me acalmar. Não tinha mais nada para fazer o suco, então sentei-me na cadeira desconfortável da cozinha, onde passava a maioria das horas lendo o jornal diário na internet. Comecei a pensar no que me deixava assim. O que poderia ter acontecido para me deixar totalmente ausente da vontade de descansar o meu corpo? Nada vinha a minha cabeça para me dar uma luz para resolver essa equação.
O céu já clareava. Era cinco e meia da manhã, os primeiros raios do Sol tímido estava aparecendo vagarosamente por traz das colinas que ali tinha perto. Era uma cena muito linda. Só então cai por mim, não pensava que tinha passado tanto tempo ali sentado. Algo estava errado.
Fui tomar o meu banho matinal para ver se esfriava a cabeça, mas de nada adiantou, aquelas duvidas não me deixavam em paz nem sequer por um instante. Tomei meu café da manhã e fui ligar a televisão da sala, deitando-me no sofá e esticando o meu corpo cansado.
Ali, comecei a voltar em minha memória para ver se não tinha deixado passar nada de importante para minha insônia acontecer. Sempre dormi tranquilamente podia acontecer o que fosse, mas sempre conseguia descansar. Depois de algumas semanas para cá é que isso foi mudando, mas nunca mudei os meus hábitos, não tinha como chegar a uma conclusão coerente. A não ser por uma coisa, que veio exatamente agora na minha memória, esclarecendo as coisas por completo. Tudo isso foi ocasionado por um esquecimento. Não tinha feito um trabalho da faculdade que valia um quarto da minha nota final.
Escolhas
A vida nos dá escolhas, basta nós sabermos o que é certo para nós. Precisamos ver que nem o que queremos é para o nosso bem. Pode ser para nossa diversão, mas diversão tem hora. Temos muitas decepções, pois precisamos escolher. Vai doer? Vai, mas pelo menos mais para frente, não vamos nos arrepender de seguir o caminho certo. Todos temos oportunidades praticamente iguais, só parar e ouvir a nossa consciencia e ela nos guiará para um caminho que nos traga bons frutos depois. Escolhas são feitas automaticamente, algumas não tão sérias, entretanto, outras podem mudar sua vida. Não podemos voltar atrás e concertar nossos erros quando vemos que já é tarde. Infelizmente essa é a vida...Querendo ou não...temos que escolher, seja boa ou ruim...é necessário.
Influências
As influencias começam desde o momento que estamos no ventre de nossas mães. Com certeza vocês devem estar perguntando agora "Como assim? ". Cada carinho, cada toque que todos os familiares fazem quando estamos lá dentro, afeta muito na nossa identidade, e o que afeta mais ainda é como que fazem esses carinhos, até a forma com que se faz pode afetar.
Encontramos influencias em tudo: grupos sociais que frequentamos (essa parte pode nos fazer muito bem, mas na maioria das vezes também podem acabar com nossas vidas, mudam totalmente o nosso jeito de pensar, etc.), escolas (nas escolas, as influencias não são somente culturais, mas democráticas, morais, etc.) família (alem disso a família é a nossa base para começarmos a encarar o mundo da forma correta, pena que tem pessoas que não seguem essa educação primaria que ,com certeza, todos nós recebemos, e por causa desse simples "pular de fase" resulta no mundo no qual vivemos hoje, cheio de violência guerras, etc.), politicas e religiosas.
Todas essas formas de influencias formam nossa identidade, mostra como somos realmente. Temos vários caminhos pela nossa vida, temos inúmeras escolhas, basta nós fazermos as escolhas certas e apenas seguir cada um o seu próprio caminho. Isso é a base para um mundo melhor.
Saudade de quem se vai...
Quem nunca perdeu alguém querido? Quem nunca lembra de alguém que nos faz falta mas infelizmente não pode estar conosco pois já esta nos céus? Hoje acordei lembrando de minha mãe, que faz quatro anos que não está mais no mundo dos vivos. Sinto saudades dos seus abraços, dos seus carinhos, até das broncas as vezes sinto falta.
Pessoas como você sei que nunca vão existir. Arrependo de cada minuto que briguei com ti. Arrependo-me de todos os maus pensamentos, das raivas, do ódio que cheguei a sentir. Cada minuto que não te dei valor, cada minuto que não passei abraçada contigo, hoje faz falta.
O dia de sua morte foi o pior de toda a minha vida.
Lembro-me das risadas, dos momentos na qual a felicidade predominava quando estávamos reunidos, a família toda, agora tudo é apenas lembranças, apagadas. Não, apagadas não, apenas guardadas em um lugar especial na minha memoria.
Fotos, tudo isso que sinto agora é um amor guardado que não consegui lhe dar em dez anos, mas só aproveitei alguns, pois o resto não soube dar valor. Queria ter passado mais tempo com você, pena que você se foi e nunca irá voltar.
Aprendemos dar valor depois que perdemos, mas em alguns casos se da para reverter, mas no meu, não. Infelizmente.
Triste realidade de varias pessoas que queriam estar com quem amamos e não podemos, mas sempre acreditei que as pessoas que perdemos, não foi por maldade nem nada, é por que elas já fizeram tudo o que podiam aqui na Terra, mas elas ficam lá de cima olhando pelos seus familiares, amigos, colegas, por todos e seguindo esse conceito é que consigo forças para seguir o meu dia de cabeça erguida, porque cada conquista, cada vitória, a minha mãe está ao meu lado, não fisicamente, mas espiritualmente, O que já significa muito.
Natal - Autor Desconhecido
Nesta época festiva,
Deseja-se a todos os Povos...
Um Carnaval Cheio de Páscoas...
E um Natal cheio de Anos Novos....
Que as Renas do Pai Natal,
Surjam nos Céus a Voar,
Tilintando alegremente...
Com o Rudolph a piscar!
Que o Pai Natal e os Duendes,
Façam raves a bombar...
E não se baralhem nas botas...
Na altura de ofertar!....
Que o presépio de Natal,
Tenha estrelas sorridentes,
Ovelhinhas e Pastores...
E Reis Magos bué Contentes!
Que tudo surja em sorrisos,
Com muita Paz e Carinho...
E que o coelho da Páscoa,
Se esmere no sapatinho!
Que se tenha nesta quadra,
Muito Amor e Alegria...
Rabanadas e filhóses
Arroz doce e Aletria!
O contrário do Amor
O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.
O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.
Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.
Martha Medeiros
Crônica do amor
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor
Escolhas
A vida nos dá escolhas, basta nós sabermos o que é certo para nós. Precisamos ver que nem o que queremos é para o nosso bem. Pode ser para nossa diversão, mas diversão tem hora. Temos muitas decepções, pois precisamos escolher. Vai doer? Vai, mas pelo menos mais para frente, não vamos nos arrepender de seguir o caminho certo. Todos temos oportunidades praticamente iguais, só parar e ouvir a nossa consciencia e ela nos guiará para um caminho que nos traga bons frutos depois. Escolhas são feitas automaticamente, algumas não tão sérias, entretanto, outras podem mudar sua vida. Não podemos voltar atrás e concertar nossos erros quando vemos que já é tarde. Infelizmente essa é a vida...Querendo ou não...temos que escolher, seja boa ou ruim...é necessário.
Influências
As influencias começam desde o momento que estamos no ventre de nossas mães. Com certeza vocês devem estar perguntando agora "Como assim? ". Cada carinho, cada toque que todos os familiares fazem quando estamos lá dentro, afeta muito na nossa identidade, e o que afeta mais ainda é como que fazem esses carinhos, até a forma com que se faz pode afetar.
Encontramos influencias em tudo: grupos sociais que frequentamos (essa parte pode nos fazer muito bem, mas na maioria das vezes também podem acabar com nossas vidas, mudam totalmente o nosso jeito de pensar, etc.), escolas (nas escolas, as influencias não são somente culturais, mas democráticas, morais, etc.) família (alem disso a família é a nossa base para começarmos a encarar o mundo da forma correta, pena que tem pessoas que não seguem essa educação primaria que ,com certeza, todos nós recebemos, e por causa desse simples "pular de fase" resulta no mundo no qual vivemos hoje, cheio de violência guerras, etc.), politicas e religiosas.
Todas essas formas de influencias formam nossa identidade, mostra como somos realmente. Temos vários caminhos pela nossa vida, temos inúmeras escolhas, basta nós fazermos as escolhas certas e apenas seguir cada um o seu próprio caminho. Isso é a base para um mundo melhor.
Saudade de quem se vai...
Quem nunca perdeu alguém querido? Quem nunca lembra de alguém que nos faz falta mas infelizmente não pode estar conosco pois já esta nos céus? Hoje acordei lembrando de minha mãe, que faz quatro anos que não está mais no mundo dos vivos. Sinto saudades dos seus abraços, dos seus carinhos, até das broncas as vezes sinto falta.
Pessoas como você sei que nunca vão existir. Arrependo de cada minuto que briguei com ti. Arrependo-me de todos os maus pensamentos, das raivas, do ódio que cheguei a sentir. Cada minuto que não te dei valor, cada minuto que não passei abraçada contigo, hoje faz falta.
O dia de sua morte foi o pior de toda a minha vida.
Lembro-me das risadas, dos momentos na qual a felicidade predominava quando estávamos reunidos, a família toda, agora tudo é apenas lembranças, apagadas. Não, apagadas não, apenas guardadas em um lugar especial na minha memoria.
Fotos, tudo isso que sinto agora é um amor guardado que não consegui lhe dar em dez anos, mas só aproveitei alguns, pois o resto não soube dar valor. Queria ter passado mais tempo com você, pena que você se foi e nunca irá voltar.
Aprendemos dar valor depois que perdemos, mas em alguns casos se da para reverter, mas no meu, não. Infelizmente.
Triste realidade de varias pessoas que queriam estar com quem amamos e não podemos, mas sempre acreditei que as pessoas que perdemos, não foi por maldade nem nada, é por que elas já fizeram tudo o que podiam aqui na Terra, mas elas ficam lá de cima olhando pelos seus familiares, amigos, colegas, por todos e seguindo esse conceito é que consigo forças para seguir o meu dia de cabeça erguida, porque cada conquista, cada vitória, a minha mãe está ao meu lado, não fisicamente, mas espiritualmente, O que já significa muito.
Natal - Autor Desconhecido
Nesta época festiva,
Deseja-se a todos os Povos...
Um Carnaval Cheio de Páscoas...
E um Natal cheio de Anos Novos....
Que as Renas do Pai Natal,
Surjam nos Céus a Voar,
Tilintando alegremente...
Com o Rudolph a piscar!
Que o Pai Natal e os Duendes,
Façam raves a bombar...
E não se baralhem nas botas...
Na altura de ofertar!....
Que o presépio de Natal,
Tenha estrelas sorridentes,
Ovelhinhas e Pastores...
E Reis Magos bué Contentes!
Que tudo surja em sorrisos,
Com muita Paz e Carinho...
E que o coelho da Páscoa,
Se esmere no sapatinho!
Que se tenha nesta quadra,
Muito Amor e Alegria...
Rabanadas e filhóses
Arroz doce e Aletria!
O contrário do Amor
O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.
O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.
Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.
Martha Medeiros
Crônica do amor
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor
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